Simepar confirmou fenômeno após análises aéreas e terrestres. Tornado deixou rastro de aproximadamente 15 quilômetros, destruiu estruturas e manteve 35 mil imóveis sem energia elétrica.
O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) confirmou que o fenômeno que atingiu Maringá, no Norte do Paraná, entre domingo (1º) e segunda-feira (2), foi um tornado de intensidade F2 na Escala Fujita, com ventos estimados entre 180 km/h e 253 km/h.
A confirmação ocorreu após meteorologistas realizarem levantamentos em solo e sobrevoos de helicóptero com apoio do Corpo de Bombeiros. As análises identificaram um rastro de destruição de aproximadamente 15 quilômetros.
O temporal provocou danos em residências, estabelecimentos comerciais e indústrias. Na manhã desta quarta-feira (4), cerca de 35 mil imóveis permaneciam sem energia elétrica, segundo a Companhia Paranaense de Energia (Copel).
O que significa um tornado F2?
A classificação F2 indica um tornado capaz de provocar danos consideráveis, como destelhamento de imóveis, destruição de estruturas e lançamento de objetos a grandes distâncias.
O Simepar utiliza a Escala Fujita tradicional, que classifica os tornados conforme a intensidade estimada a partir dos estragos observados.
Confira os níveis:
- F0: ventos de 65 a 116 km/h — danos leves;
- F1: ventos de 116 a 180 km/h — danos moderados;
- F2: ventos de 180 a 253 km/h — danos consideráveis;
- F3: ventos de 253 a 332 km/h — danos severos;
- F4: ventos de 332 a 418 km/h — danos devastadores;
- F5: ventos de 418 a 511 km/h — destruição extrema.
A classificação considera os danos provocados pelo fenômeno, não uma medição direta da velocidade dos ventos.
Tornado deixou rastro de destruição de 15 quilômetros
De acordo com o meteorologista Reinaldo Kneib, as avaliações aéreas e terrestres identificaram marcas características da passagem de um tornado.
Os estragos foram especialmente significativos no bairro Parque das Indústrias, onde barracões sofreram desabamentos, destelhamentos, quebra de paredes e deformação de estruturas metálicas.
Partes de instalações industriais foram lançadas sobre imóveis vizinhos pela força dos ventos.
Maringá registra centenas de árvores caídas e postes destruídos
O balanço atualizado da Prefeitura de Maringá aponta aproximadamente 900 ocorrências de quedas de árvores.
A Copel informou que 219 postes foram destruídos durante o fenômeno, comprometendo o fornecimento de energia elétrica.
Outros números divulgados pelas autoridades mostram a dimensão dos danos:
- 35 mil imóveis ainda estavam sem energia na manhã de quarta-feira (4);
- 219 postes foram destruídos;
- Cerca de 900 ocorrências de quedas de árvores foram catalogadas;
- Aproximadamente 600 pessoas procuraram lonas para proteger suas residências;
- 57 detentos foram mobilizados para auxiliar na limpeza da cidade.
Equipes trabalham na recuperação da cidade
Os serviços de limpeza e recuperação seguem em Maringá após a passagem do tornado.
Além da retirada de árvores e destroços, as equipes trabalham para restabelecer a rede elétrica e liberar áreas afetadas.
A classificação F2 confirma a intensidade do fenômeno e ajuda os órgãos responsáveis a compreender a extensão dos danos provocados pelo temporal no município.





