Operação prende 72 suspeitos e atinge estrutura de facção que comandava crimes de dentro de presídios no RS
Policial

Operação prende 72 suspeitos e atinge estrutura de facção que comandava crimes de dentro de presídios no RS

04/11/2026 | 18:40 Por Redação MZ

Uma grande operação da Polícia Civil mobilizou mais de 350 agentes e terminou com 72 pessoas presas nesta quarta-feira (4), no Rio Grande do Sul. A ofensiva, denominada Operação Padrinho, teve como alvo uma organização criminosa investigada por homicídios, tráfico de drogas e controle territorial na região central do estado.

As diligências foram concentradas em Santa Maria, Restinga Sêca e Caçapava do Sul, além de unidades prisionais. Ao todo, foram cumpridas mais de 230 ordens judiciais, incluindo mandados de prisão preventiva, busca e apreensão, sequestro de veículos e bloqueio de contas bancárias.

A investigação começou em agosto de 2025, depois de um homicídio registrado em Santa Maria. Na ocasião, a vítima foi morta com 15 disparos de arma de fogo em frente à própria residência.

A análise da rota de fuga dos autores levou os investigadores a identificar a possível participação de uma organização criminosa com estrutura hierarquizada e atuação na região. Conforme a Polícia Civil, o assassinato teria sido uma retaliação determinada pela liderança do grupo em razão de um conflito anterior entre criminosos.

Com o avanço das apurações, os policiais identificaram uma divisão de funções entre os integrantes e uma estrutura de comando que alcançava pessoas dentro e fora do sistema prisional.

Um dos pontos considerados relevantes pela investigação é a suspeita de que ordens para execuções e outras atividades criminosas eram transmitidas a partir de dentro de presídios. A organização também é investigada por utilizar recursos provenientes do tráfico de drogas para financiar suas atividades.

Segundo a Polícia Civil, o grupo empregava armas de grosso calibre, incluindo fuzis e pistolas, para executar crimes e intimidar rivais. A investigação aponta ainda que a estrutura criminosa mantinha influência sobre galerias do sistema prisional.

Entre os alvos da operação está um homem conhecido como “Padrinho”, referência à forma como era tratado pelos subordinados. Conforme a investigação, ele teria papel de liderança e seria responsável por determinar ações contra grupos rivais e pessoas apontadas como informantes.

A ofensiva também buscou atingir o patrimônio e a logística da organização, por meio do bloqueio de recursos financeiros e do sequestro de veículos. Os presos foram encaminhados ao sistema prisional, enquanto as investigações continuam para responsabilizar os demais envolvidos.