Advogado de Prudentópolis é condenado a 57 anos de prisão por matar ex-companheira na frente dos filhos
Paraná

Advogado de Prudentópolis é condenado a 57 anos de prisão por matar ex-companheira na frente dos filhos

15/10/2026 | 09:28 Por Redacao

Jaminus Quedaros de Aquino recebeu pena de 57 anos e um mês em regime fechado pelo assassinato de Suellen Helena Rodrigues, ocorrido em frente a uma escola de Curitiba, em 2022.

O advogado e ex-policial civil Jaminus Quedaros de Aquino, natural de Prudentópolis, no Paraná, foi condenado a 57 anos e um mês de prisão em regime fechado pelo feminicídio da ex-companheira, Suellen Helena Rodrigues, de 29 anos.

A sentença foi definida pelo Tribunal do Júri de Curitiba, após julgamento iniciado na terça-feira (13) e encerrado na madrugada desta quinta-feira (15).

O crime ocorreu em 31 de outubro de 2022, no bairro Uberaba, em Curitiba, quando a vítima levava os dois filhos do casal à escola.

Mulher foi assassinada na presença dos filhos

Suellen foi surpreendida e morta a tiros em frente à instituição de ensino. As duas crianças presenciaram o assassinato.

Segundo as informações do processo, o crime teria sido motivado pela não aceitação do término do relacionamento.

A vítima havia deixado Prudentópolis e se mudado para Curitiba. Ela também possuía uma medida protetiva de urgência contra o ex-companheiro.

Julgamento ocorreu quase quatro anos após o crime

O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri, responsável pela análise de crimes dolosos contra a vida.

Em agosto de 2023, o Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou Jaminus por homicídio triplamente qualificado, apontando as qualificadoras de feminicídio, motivo torpe e emprego de meio que resultou em perigo comum.

Após a análise do caso, o réu recebeu a pena de 57 anos e um mês de prisão, a ser cumprida em regime fechado.

OAB excluiu condenado dos quadros da instituição

Em março de 2025, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) decidiu excluir Jaminus de seus quadros.

A decisão foi fundamentada no entendimento de que ele não apresentava idoneidade moral para o exercício da advocacia.

O caso teve origem em Prudentópolis, onde a vítima e o condenado haviam vivido, e terminou com o julgamento realizado na capital paranaense.