Anvisa proíbe seis marcas de sal e orienta consumidores a interromper o consumo
Saúde

Anvisa proíbe seis marcas de sal e orienta consumidores a interromper o consumo

14/08/2026 | 13:08 Por Redacao

Produtos foram proibidos em todo o país por falta de registro sanitário e por divulgação de alegações de saúde sem comprovação científica

Marcas proibidas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da fabricação, distribuição, comercialização, divulgação e uso de seis marcas de sal em todo o Brasil.

A medida foi adotada porque os produtos não possuíam o registro sanitário necessário para comercialização no país.

As marcas proibidas são:

  • Quanqton Ocean Salts;
  • Sal Integral Quanqton;
  • Sal Perfeito;
  • New Quantic;
  • Endurance;
  • Sal Marinho Integral.

Todos os produtos eram comercializados pela mesma empresa.

Produtos eram vendidos pela internet

Segundo a determinação publicada no Diário Oficial da União, os produtos não passaram pela avaliação sanitária obrigatória, o que impede a comprovação dos requisitos relacionados à qualidade, composição e segurança para consumo.

Mesmo sem a regularização exigida, os sais eram comercializados em plataformas digitais, em embalagens de diferentes tamanhos, incluindo 250 gramas, 1 quilo e 2 quilos.

Anvisa aponta propagandas sem comprovação

Além da ausência de registro, a Anvisa identificou alegações de benefícios à saúde sem respaldo científico nas propagandas dos produtos.

Entre as promessas estavam prevenção de cãibras e fadiga muscular, reposição de eletrólitos, melhora da hidratação celular e recuperação após atividades físicas.

A agência considerou que esse tipo de divulgação poderia induzir consumidores ao erro, principalmente aqueles que procuram produtos associados à suplementação mineral e ao desempenho esportivo.

Consumidores devem interromper o consumo

A orientação da Anvisa para quem adquiriu qualquer um dos produtos proibidos é interromper imediatamente o consumo.

A determinação tem abrangência nacional e deve ser cumprida por fabricantes, distribuidores, comerciantes e demais responsáveis pela disponibilização dos produtos.

A fiscalização também continuará acompanhando produtos vendidos pela internet, e novas apreensões ou proibições poderão ocorrer caso sejam identificadas outras irregularidades.