A barragem da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Beira Rio, localizada no Rio Jaguariaíva, na divisa entre Jaguariaíva e Sengés, continua sob monitoramento técnico após a identificação de rachaduras e perda de material em parte da estrutura.
A situação foi discutida em uma reunião com representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), do Instituto Água e Terra (IAT), das Defesas Civis, do Corpo de Bombeiros, das administrações municipais e da empresa responsável pela usina.
Segundo informações divulgadas após o encontro, inspeções visuais e avaliações técnicas realizadas pela ANEEL não identificaram risco de ruptura iminente da barragem. Mesmo assim, os órgãos envolvidos destacaram que o acompanhamento deve continuar e que intervenções corretivas precisam ser concluídas.
A estrutura também está impedida de iniciar sua operação comercial por determinação judicial, após ação do Ministério Público relacionada às condições de segurança da barragem.
Durante a reunião, técnicos informaram que os trabalhos de monitoramento e correção estão em andamento. A ANEEL prevê divulgar um relatório de fiscalização em fevereiro, enquanto a liberação da operação dependerá da conclusão das medidas exigidas pelos órgãos competentes.
Outro ponto discutido foi a necessidade de manter a população informada por meio de comunicados oficiais e alinhados entre os municípios. Também foi solicitada a realização de treinamento preventivo para uma eventual situação de emergência.
A estrutura está localizada em uma região que envolve comunidades de Jaguariaíva, Sengés e São José da Boa Vista. As autoridades reforçaram a importância do acompanhamento contínuo, especialmente diante do período de chuvas intensas e vendavais.
Apesar da avaliação técnica não apontar risco iminente de rompimento, o monitoramento e as medidas de recuperação continuam necessários.





