Transbordamento dos rios Taquari e Caí provoca novas inundações, enquanto temporais causam danos, resgates e prejuízos em diversas regiões do Estado.
Mais de 140 municípios foram afetados
Os fortes temporais registrados nas últimas 24 horas no Rio Grande do Sul afetaram mais de 140 municípios e levaram pelo menos sete cidades a decretarem estado de emergência.
O grande volume de chuva provocou o transbordamento dos rios Taquari e Caí, causando novas inundações, alagamentos e diversos transtornos à população.
Região Norte concentrou os maiores volumes de chuva
As cidades de Passo Fundo, Marau e Paraí, na região Norte do Estado, registraram acumulados entre 175 e 200 milímetros de chuva em um curto intervalo de tempo, concentrando alguns dos impactos mais severos do temporal.
Temporal provoca resgates e danos
Entre as principais ocorrências registradas durante as chuvas está o caso de Ibiraiaras, onde um ônibus com 18 trabalhadores foi arrastado pela correnteza. Todos os ocupantes foram resgatados em segurança.
Em Frederico Westfalen, fortes ventos destruíram a vitrine de uma loja e um funcionário sofreu ferimentos leves.
Já no encontro dos rios das Antas e Carneiros, a força da água arrastou uma residência e provocou a interdição da ponte que liga os municípios de Serafina Corrêa e Nova Bassano.
Rios entram em alerta vermelho
O Rio Caí atingiu nível de alerta vermelho para cheia nos municípios de Montenegro e Harmonia.
Na bacia do Rio Taquari, enchentes foram registradas em pelo menos dez municípios. Em Lajeado, o rio voltou a atingir a cota de inundação durante a madrugada, invadindo novamente o centro da cidade.
Prefeitura critica sistema de alertas
A Prefeitura de Lajeado criticou a falta de previsibilidade dos alertas emitidos pelos órgãos estaduais.
Segundo o governo gaúcho, os modelos meteorológicos iniciais não indicavam risco de inundação. A revisão das projeções ocorreu apenas quando o Rio Taquari já se aproximava da marca crítica de 19 metros.
População enfrenta novos prejuízos
O novo episódio de cheia atinge moradores que ainda buscavam se recuperar das enchentes históricas registradas em 2024.
Além dos danos causados pela água, muitas famílias voltaram a perder móveis, eletrodomésticos e outros bens adquiridos após a tragédia do ano passado.





