A quinta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF (Polícia Federal) nesta quinta-feira (7), tem como um dos alvos o senador Ciro Nogueira (PP-PI). O objetivo da nova fase é aprofundar investigações sobre um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal). O magistrado determinou que o senador está proibido de manter contato com testemunhas e demais investigados na operação.
Ao todo são cumpridos dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária, nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.
A PF apontou, em relatório enviado ao STF, que Ciro Nogueira recebeu “vantagens indevidas” de Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master.
Segundo o documento, o parlamentar teria apresentado uma emenda com objetivo de ampliar a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Segundo investigadores, o instrumento teria sido elaborado com participação de integrantes do Banco Master.
Além disso, “no plano patrimonial, aponta-se a percepção de vantagens reiteradas, materializadas por pagamentos mensais, aquisição societária com expressivo deságio, custeio de despesas pessoais e fruição de bens de elevado valor, além de indícios de recebimento de numerário em espécie”.





