Como pai e filho foram encontrados mais de um ano após o assassinato de quatro amigos no Paraná
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Como pai e filho foram encontrados mais de um ano após o assassinato de quatro amigos no Paraná

19/08/2026 | 11:50 Por Redacao

Antônio e Paulo Ricardo Buscariollo foram encontrados escondidos em um sítio na zona rural de Rio das Pedras, no interior de São Paulo; outros dois filhos também foram alvos da operação

Pai e filho que estavam na lista vermelha da Interpol foram presos nesta terça-feira (18), em um sítio na zona rural de Rio das Pedras, no interior de São Paulo. Antônio e Paulo Ricardo Buscariollo são investigados pelo assassinato de quatro amigos ocorrido em agosto de 2025, em Icaraíma, no Paraná.

Os dois estavam foragidos havia mais de um ano. A investigação aponta que as vítimas viajaram ao Paraná para cobrar uma dívida de R$ 255 mil relacionada à negociação de um imóvel.

Outros dois filhos também foram alvo

Além de Antônio e Paulo Ricardo, outros dois filhos de Antônio foram envolvidos na operação.

Carlos Henrique Buscariollo foi preso em Santa Bárbara d’Oeste, no interior paulista, sob suspeita de ter dado apoio financeiro para a fuga do pai e do irmão.

Carlos Eduardo Buscariollo, também alvo da operação, já estava preso em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, por tráfico de drogas.

A defesa dos três presos informou que aguarda as audiências de custódia. Segundo o advogado, há elementos que comprovariam que Carlos Henrique não estava na cidade no período dos crimes e, portanto, não teria envolvimento com as mortes.

Investigação levou ao sítio em Rio das Pedras

De acordo com a Polícia Civil, os investigadores passaram a acompanhar os possíveis deslocamentos dos suspeitos depois que Antônio e Paulo Ricardo fugiram.

A equipe identificou vínculos da família Buscariollo com Santa Bárbara d’Oeste, onde eles já haviam sido submetidos a medidas de prestação de serviços comunitários.

Em dezembro de 2025, uma operação foi realizada na cidade, mas os suspeitos não foram encontrados. A partir daí, os investigadores continuaram monitorando os deslocamentos da família até chegarem ao sítio em Rio das Pedras.

Segundo a polícia, pai e filho tentaram fugir durante a abordagem, mas acabaram capturados em uma área de mata.

A propriedade onde eles estavam escondidos não pertencia à família Buscariollo. O proprietário do sítio deverá ser ouvido pelas autoridades.

Policiais também são investigados

Em dezembro de 2025, dois policiais civis foram alvo de mandados de busca e apreensão por suspeita de terem ajudado os investigados na fuga.

Segundo a Polícia Civil, o procedimento administrativo que apura a conduta dos agentes ainda está em andamento.

A investigação também trabalha com a possibilidade de que outras pessoas tenham participado dos assassinatos, mas os nomes ainda não foram divulgados.

Os presos foram encaminhados para Umuarama, no Paraná.

Entenda o caso

Em 4 de agosto de 2025, Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi e Diego Henrique Afonso viajaram de São José do Rio Preto, em São Paulo, para Icaraíma, no Paraná.

O objetivo era cobrar uma dívida de R$ 255 mil da família Buscariollo.

Segundo a investigação, Alencar Gonçalves de Souza havia vendido um imóvel para a família, com pagamento dividido em dez parcelas de R$ 25 mil. Nenhuma das parcelas teria sido paga.

Os quatro homens foram vistos pela última vez em 5 de agosto de 2025. Inicialmente, o caso foi tratado como desaparecimento.

Mais de um mês depois, os corpos foram encontrados enterrados em um bunker, uma estrutura subterrânea localizada a aproximadamente quatro quilômetros da propriedade rural onde, segundo a investigação, os assassinatos teriam ocorrido.

A Polícia Civil acredita que as vítimas foram mortas em uma emboscada quando retornaram à propriedade dos suspeitos, por volta das 12h30 daquele dia.