Um grupo de ex-funcionários da Meta Platforms entrou com ação judicial alegando que a empresa utilizou algoritmos de inteligência artificial para escolher quem seria demitido, apontando discriminação contra pessoas com deficiência ou que tiraram licença médica.
Segundo a petição, a companhia teria usado ferramentas internas como o assistente “Metamate”, um “segundo cérebro” que rastreia comunicações e um sistema de pontuação de produtividade baseado em digitação, e‑mail e navegação. Contudo, os autores não conseguiram apresentar documentos que comprovem que esses sistemas influenciaram as decisões.
A falta de acesso aos processos internos e a obrigatoriedade de resolver a disputa por arbitragem dificultam a coleta de provas e impedem a formação de ação coletiva. Nos Estados‑Unidos, a maioria dos contratos de trabalho inclui cláusulas que remetem os conflitos a árbitros privados, limitando a transparência e a possibilidade de pressão pública.
Especialistas apontam que o caso da Meta é raro porque a maioria das reclamações envolvendo IA no ambiente de trabalho ainda não chega aos tribunais. Apenas alguns processos, como o contra a empresa de software Workday, ganharam destaque. Advogados dos trabalhadores pedem que atuais e ex‑funcionários da Meta colaborem para identificar eventuais abusos.





