Senador registra 46% contra 45% do presidente em simulação do BTG/Nexus; diferença está dentro da margem de erro
O senador Flávio Bolsonaro (PL) apareceu pela primeira vez numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma simulação de segundo turno para a eleição presidencial de 2026. Os números fazem parte da nova pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta terça-feira (8).
De acordo com o levantamento, Flávio aparece com 46% das intenções de voto, enquanto Lula registra 45%. Como a diferença de apenas um ponto percentual está dentro da margem de erro, o cenário é considerado de empate técnico.
Na pesquisa anterior, Lula tinha 46% e Flávio, 45%. Agora, o senador oscilou um ponto para cima, enquanto o presidente oscilou um ponto para baixo.
Lula ainda lidera no primeiro turno
Na simulação de primeiro turno, Lula permanece na liderança, com 39% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece com 35%, depois de registrar 33% no levantamento anterior.
Augusto Cury aparece com 9%, enquanto Ronaldo Caiado e Renan Santos registram 4% cada. Zema, Samara e Rui Costa Pimenta aparecem com 1% cada.
A pesquisa também testou outros cenários de segundo turno. Na primeira simulação entre Lula e Augusto Cury, o escritor aparece numericamente à frente, com 45%, contra 43% de Lula — novamente dentro de um cenário de empate técnico.
Contra Ronaldo Caiado, Lula aparece com 46% contra 43%. Diante de Zema, o presidente registra 47% contra 40%, enquanto contra Renan Santos o resultado é de 47% a 39% para Lula.
Rejeição e consolidação do eleitorado
Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados no potencial de voto, com 47% cada. Na rejeição, Flávio registra 50%, enquanto Lula aparece com 49%.
O levantamento também aponta uma maior consolidação das escolhas eleitorais. Entre os entrevistados que declararam voto em algum candidato, 81% afirmam já ter tomado uma decisão definitiva, ante 78% na rodada anterior.
Entre os eleitores de Lula, 90% dizem que não pretendem mudar de candidato. No grupo de Flávio Bolsonaro, esse percentual é de 84%.
Crise no STF entra em nova etapa
Além da corrida eleitoral, a crise envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça também deve ter novos desdobramentos no Supremo Tribunal Federal.
O próximo movimento depende do presidente do STF, Edson Fachin. Mendonça liberou para julgamento o processo relacionado às mensagens trocadas entre Moraes e Daniel Vorcaro, mas cabe a Fachin definir quando o caso será analisado.
Antes disso, Fachin aguarda os esclarecimentos solicitados aos envolvidos. Moraes, Mendonça, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, receberam prazo de cinco dias úteis para apresentar suas manifestações.
Fachin também solicitou manifestações de Mendonça e da PGR sobre a decisão de Moraes que utilizou relatórios internos da Polícia Federal para atribuir possíveis crimes ao colega.
Os dois episódios foram retirados de seus processos originais e reunidos em um procedimento separado, sob relatoria de Fachin, movimento que pode indicar uma análise conjunta dos casos.





