Grupo jogava óleo em rodovia para provocar tombamentos de caminhões e roubar cargas no Paraná
Paraná Policial

Grupo jogava óleo em rodovia para provocar tombamentos de caminhões e roubar cargas no Paraná

30/10/2026 | 15:33 Por Redação MZ

Uma investigação da Polícia Civil do Paraná revelou um esquema criminoso que utilizava óleo derramado propositalmente na pista para provocar tombamentos de caminhões e facilitar o roubo de cargas na BR-476, na região de Paulo Frontin, no Sul do Estado.

A operação policial realizada na quinta-feira (29) terminou com a prisão de um homem de 22 anos, apontado pelos investigadores como um dos principais articuladores do esquema.

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos espalhavam óleo sobre a rodovia para fazer com que caminhões perdessem o controle e tombassem. Após os acidentes, os integrantes do grupo aproveitariam a situação para saquear as mercadorias transportadas.

As investigações se concentram especialmente na região conhecida como Curva do Limoeiro, trecho da BR-476 que liga Paulo Frontin a São Mateus do Sul. A polícia também apura possíveis ações criminosas em outros trechos rodoviários, incluindo a BR-153.

Um dos episódios investigados ocorreu em setembro de 2025, quando um caminhão carregado com aproximadamente 2.700 caixas de frango congelado tombou na BR-476. Na ocasião, cerca de 220 caixas foram saqueadas.

Durante a operação, policiais cumpriram mandados de busca em duas residências e dois galpões na localidade de Fluviópolis, em São Mateus do Sul.

O homem preso foi encontrado com uma arma de fogo de uso restrito, munições de diferentes calibres e materiais utilizados para recarga de armamentos. A prisão em flagrante ocorreu pelo crime relacionado à posse ilegal da arma.

Em um dos galpões vistoriados, os investigadores também encontraram uma quantidade expressiva de kits de bebidas sem documentação que comprovasse a origem regular. A suspeita é de que os produtos possam ter sido retirados de caminhões envolvidos em acidentes.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros integrantes do grupo, esclarecer a participação de cada suspeito e localizar possíveis compradores das mercadorias saqueadas.

A prática investigada representa um risco grave para quem utiliza as rodovias, especialmente caminhoneiros e motoristas que trafegam pela região.