Linha fina: Quinta fase da Operação Unha e Carne também teve como alvos o contraventor Adilsinho e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar; STF determinou bloqueio de bens de até R$ 22 milhões.
Prisão ocorreu na Barra da Tijuca
O pastor e empresário Márcio Poncio foi preso nesta quinta-feira (2) durante a quinta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal. A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que expediu três mandados de prisão e 14 mandados de busca e apreensão.
Além de Poncio, também foram alvos de mandados de prisão o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar. Ambos já se encontravam presos.
Márcio Poncio foi localizado e detido por agentes federais em um flat na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Investigação apura suposta ligação com organização criminosa
De acordo com as investigações, Márcio Poncio é investigado por possíveis ligações com o grupo criminoso conhecido como “Máfia do Cigarro”. Adilsinho, apontado como uma das principais lideranças do jogo do bicho no estado, é investigado como chefe do esquema.
Segundo a Polícia Federal, esta fase da operação busca aprofundar a apuração de indícios de lavagem de dinheiro atribuídos ao atual líder da organização criminosa e verificar possíveis ramificações do esquema envolvendo integrantes dos poderes Executivo e Legislativo do Estado do Rio de Janeiro.
Ex-deputado também é alvo
Entre os alvos dos mandados de busca e apreensão está o ex-deputado Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral.
Rodrigo Bacellar, que já estava preso, deverá ser transferido do Complexo Penitenciário de Bangu, em Gericinó, para uma unidade prisional federal, conforme determinação judicial.
Bloqueio de bens
O ministro Alexandre de Moraes também determinou o sequestro de bens e valores que podem chegar a R$ 22 milhões.
A Operação Unha e Carne integra as medidas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADPF 635/RJ, conhecida como ADPF das Favelas. Entre as determinações está a condução, pela Polícia Federal, de investigações sobre a atuação de organizações criminosas violentas no Estado do Rio de Janeiro e suas possíveis conexões com agentes públicos.




