Operação cumpre 24 mandados em quatro cidades e mira organização investigada por movimentar drogas e ocultar dinheiro obtido com o crime
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (20), uma operação contra uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
Ao todo, são cumpridos 24 mandados judiciais, sendo nove de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão. As ordens são executadas em Curitiba, Piraquara e São José dos Pinhais, no Paraná, e em Balneário Camboriú, em Santa Catarina.
A Justiça também autorizou o bloqueio de até R$ 1 milhão em contas bancárias e o sequestro de veículos de luxo ligados aos investigados. Cães de faro da PCPR participam das diligências.
Investigação começou no Cajuru
Segundo a Polícia Civil, as investigações começaram após denúncias anônimas e requisições do Ministério Público relacionadas à movimentação de drogas na região conhecida como “Rua do Meio”, no bairro Cajuru, em Curitiba.
Durante a apuração, os investigadores identificaram uma estrutura considerada organizada e hierarquizada. Conforme a PCPR, os líderes comandavam as atividades mesmo estando longe dos pontos de venda, a partir do litoral de Santa Catarina e de áreas nobres de Curitiba.
O grupo teria ainda gerentes responsáveis pela administração dos locais de comercialização. Alguns continuariam envolvidos com o tráfico mesmo utilizando tornozeleira eletrônica.
Drogas eram distribuídas por diferentes meios
De acordo com a investigação, a organização comercializava principalmente cocaína e derivados de maconha.
Para distribuir os entorpecentes, os suspeitos utilizariam intermediários, entregadores de aplicativos e até embalagens que simulavam presentes.
A Polícia Civil também aponta que imóveis de familiares eram utilizados para armazenar e fracionar drogas.
Empresas de fachada teriam sido usadas
Além do tráfico, a investigação identificou suspeitas de lavagem de dinheiro.
Segundo a PCPR, empresas de fachada teriam sido abertas em nomes de terceiros e familiares para dificultar a identificação da origem dos valores obtidos com a venda de drogas.
A polícia afirma que os lucros do grupo chegavam a dezenas de milhares de reais por mês e que havia pessoas responsáveis pela movimentação das contas bancárias e pela contabilidade da organização.
Investigação continua
A operação busca desarticular as atividades do grupo e atingir o patrimônio ligado aos investigados.
Documentos, aparelhos eletrônicos, valores e outros materiais apreendidos durante o cumprimento dos mandados serão analisados pela Polícia Civil.
As perícias poderão ajudar os investigadores a identificar outros integrantes, possíveis comparsas e bens que teriam sido ocultados pela organização.





