Pessoas privadas de liberdade participam da retirada de árvores, limpeza de ruas e recuperação de espaços públicos atingidos pelos ventos. Município decretou estado de calamidade pública.
A Polícia Penal do Paraná mobilizou 70 pessoas privadas de liberdade para auxiliar na recuperação de Maringá, no Noroeste do estado, após o tornado que atingiu o município na madrugada de segunda-feira (2 de novembro).
Os participantes trabalham na remoção de árvores, galhos e outros materiais espalhados pelas ruas, além da limpeza de espaços públicos danificados pelo temporal.
A iniciativa faz parte de um convênio entre a Polícia Penal e a Prefeitura de Maringá, com o objetivo de acelerar os serviços emergenciais e contribuir para o restabelecimento da normalidade na cidade.
Tornado provocou destruição e deixou cidade em calamidade
O fenômeno foi acompanhado por rajadas de vento que chegaram a aproximadamente 97 km/h, provocando estragos em diferentes regiões de Maringá.
Árvores e postes foram derrubados, enquanto residências, estabelecimentos comerciais e prédios públicos sofreram destelhamentos.
O fornecimento de energia elétrica também foi comprometido.
Diante da dimensão dos danos, a administração municipal decretou estado de calamidade pública e intensificou a mobilização de equipes para recuperar os serviços essenciais e garantir a segurança dos moradores.
Detentos foram mobilizados até durante o feriado
As pessoas privadas de liberdade que participam da força-tarefa são vinculadas à CPIM e já integram frentes de trabalho desenvolvidas por meio do convênio com o município.
A mobilização começou ainda durante o feriado de Finados, período em que normalmente não haveria expediente nessas atividades.
Em caráter excepcional, os participantes foram convocados para reforçar os trabalhos de limpeza, retirada de troncos e desobstrução de vias públicas.
Segundo o secretário da Segurança Pública do Paraná, coronel Hudson Teixeira, a participação dos custodiados deve contribuir para acelerar a reconstrução e permitir que Maringá retome suas atividades.
Parque do Ingá está entre os locais mais atingidos
Um dos principais pontos de atuação das equipes é o Parque do Ingá, que sofreu danos significativos durante a passagem do tornado.
A grande quantidade de árvores e galhos caídos dificultou o acesso ao interior do parque.
Por isso, os trabalhos começaram pela limpeza das vias, permitindo que outras equipes avançassem nas atividades de recuperação.
Os participantes também prestam serviços vinculados ao Instituto Ambiental de Maringá (IAM), à Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), à Secretaria de Limpeza Urbana (Selurb), à Secretaria de Bem-Estar Animal (Sebea) e a outros setores municipais.
Polícia Penal também ajudou a proteger medicamentos
Além da recuperação das áreas públicas, a Polícia Penal do Paraná prestou apoio à Secretaria Municipal de Saúde de Maringá.
Parte da estrutura da secretaria foi destelhada durante o temporal, colocando medicamentos em risco de danos provocados pela água da chuva.
Diante da situação, a instituição deslocou uma equipe para auxiliar no atendimento da ocorrência e reduzir os possíveis prejuízos.
Trabalho é apontado como oportunidade de reinserção social
A diretora-geral da Polícia Penal do Paraná, Ananda Chalegre dos Santos, destacou que a participação dos custodiados em situações de emergência representa uma oportunidade de contribuir diretamente com a comunidade.
Segundo ela, o trabalho desenvolvido nessas ações também integra o processo de reinserção social das pessoas privadas de liberdade.
O coordenador regional da Polícia Penal em Maringá, Júlio César Vicente Franco, ressaltou a importância da integração entre as instituições para atender à população em momentos de dificuldade.
A força-tarefa busca ampliar a capacidade de resposta do município e acelerar a recuperação dos espaços afetados pelo tornado.





