Estiagem já compromete cerca de 4 quilômetros do rio em Jardim, no Mato Grosso do Sul
Mais de 200 peixes já foram retirados de áreas de risco no Rio da Prata, em Jardim, no Mato Grosso do Sul, após a redução do nível da água provocada pela estiagem. Os animais estavam concentrados em pequenas poças, onde a quantidade de água e oxigênio era insuficiente para garantir a sobrevivência.
Os peixes são levados para pontos mais profundos e com fluxo contínuo, onde encontram condições adequadas para permanecer no rio.
Equipes monitoram o rio a cada três dias
O trabalho emergencial é realizado pelo Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) em parceria com o Instituto Amigos do Rio da Prata.
As equipes percorrem os trechos afetados a cada três dias para verificar a situação do curso d’água e identificar novos locais onde os animais possam ficar isolados.
Até o momento, a estiagem já atingiu aproximadamente 4 quilômetros do leito do Rio da Prata.
Entre as espécies encontradas durante os resgates estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras.
Moradores ajudam a localizar pontos de risco
O acompanhamento também conta com a participação de moradores que vivem nas proximidades do rio. Eles observam diariamente as condições da água e avisam as equipes quando percebem novos pontos de seca ou a concentração de peixes em poças.
Segundo o coordenador do IGMA, Nisroque Soares, o monitoramento é necessário para identificar rapidamente os locais que possam representar ameaça à fauna aquática.
Quando a situação exige uma intervenção, o instituto aciona o plano de emergência para realizar a retirada dos animais.
Situação pode piorar sem novas chuvas
A preocupação das equipes é que a área afetada aumente caso não sejam registradas chuvas suficientes nos próximos dias.
Com a diminuição do volume de água, outros segmentos do rio podem acabar isolados, elevando o risco não apenas para os peixes, mas também para outros organismos que dependem do ambiente aquático.
Estiagem já provocou situação semelhante em 2025
O Rio da Prata passou por um cenário ainda mais grave em 2025, quando aproximadamente 11 quilômetros do leito foram afetados pela estiagem.
Naquele período, a água chegou a ficar restrita a pequenas poças em determinados pontos, deixando centenas de animais em situação de risco.
Uma operação de resgate precisou ser realizada e retirou cerca de 1.273 peixes das áreas afetadas. Os animais foram transferidos cuidadosamente para um trecho do rio que mantinha fluxo normal, dentro do Recanto Ecológico.
Rio também enfrentou seca em 2024
A redução do nível do Rio da Prata não é um fenômeno recente. Entre junho e julho de 2024, aproximadamente 20 dos 90 quilômetros de extensão do rio registraram uma queda significativa no volume de água.
Em alguns pontos, o curso d’água chegou a desaparecer completamente.
Naquele ano, os impactos foram identificados em diferentes partes do rio, incluindo a região localizada sob a ponte do Curé, levando as equipes do instituto a acompanhar de perto as condições ambientais.
A situação atual volta a exigir atenção devido ao avanço da estiagem e à possibilidade de novos trechos ficarem sem água suficiente para a fauna aquática.
Imagem Ilustrativa.





