Homem é condenado no Paraná após enviar mensagens de cunho sexual para criança
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Homem é condenado no Paraná após enviar mensagens de cunho sexual para criança

28/08/2026 | 10:40 Por Redacao

Réu tentou justificar os contatos alegando que estava sob efeito de álcool, mas Justiça considerou conjunto de provas suficiente para a condenação

Contato começou pelas redes sociais

Um homem foi condenado pela Justiça do Paraná após manter contato de cunho sexual com uma menina que tinha entre 10 e 11 anos de idade. O caso aconteceu na Comarca de Guaíra, na região Oeste do estado, e foi analisado pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR).

Segundo a decisão judicial, o homem teria iniciado o contato com a criança pelas redes sociais e posteriormente utilizado aplicativos de mensagens para continuar a comunicação.

De acordo com o processo, ele teria utilizado perfis falsos para manter o contato mesmo após ser bloqueado pela vítima.

Provas digitais foram consideradas pela Justiça

A investigação reuniu boletim de ocorrência, depoimentos, capturas de tela e vídeos. O conjunto de provas foi utilizado para comprovar a materialidade e a autoria do crime.

Nas conversas, o acusado teria utilizado expressões de intimidade com a menina e enviado conteúdos de natureza sexual.

O crime é previsto no artigo 241-D do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata do aliciamento, assédio, instigação ou constrangimento de criança por meio de comunicação com a finalidade de praticar ato libidinoso.

A legislação prevê pena de três a cinco anos de prisão para esse tipo de crime, com possibilidade de aumento em determinadas circunstâncias.

A pena aplicada ao réu não foi divulgada, e o processo tramita sob sigilo.

Réu alegou desconhecer a idade da vítima

Durante o processo, o homem afirmou que não sabia a idade da menina e tentou justificar o envio dos conteúdos alegando que estaria sob efeito de álcool.

A Justiça, porém, rejeitou o recurso apresentado pela defesa.

Na análise do caso, foram considerados os depoimentos da vítima e da mãe, além das provas digitais reunidas durante a investigação.

Vítima apresentou consequências após os fatos

Conforme os relatos considerados no processo, a criança passou a apresentar crises de ansiedade, automutilação, medo e dificuldades escolares após os episódios.

A decisão destacou que as provas digitais e os depoimentos foram considerados convergentes e suficientes para demonstrar a prática do crime.

Além da condenação criminal, o homem também foi condenado ao pagamento de indenização por danos morais à vítima.

Justiça mantém condenação

A relatora do processo considerou comprovadas a materialidade e a autoria do crime com base no conjunto de documentos e depoimentos apresentados.

O pedido de absolvição foi rejeitado pela 2ª Câmara Criminal do TJPR, que manteve a condenação do acusado.

O caso tramita em sigilo no Judiciário, por envolver uma criança vítima de crime sexual.