Tônia Mansani apresenta queixa-crime contra Faynara Merege por suposta injúria
Política

Tônia Mansani apresenta queixa-crime contra Faynara Merege por suposta injúria

24/09/2026 | 11:21 Por Redacao

Processo foi protocolado em setembro e está em tramitação no 2º Juizado Especial Criminal de Ponta Grossa

A secretária de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional de Ponta Grossa, Tônia Mansani, apresentou uma queixa-crime contra a ex-secretária da pasta, Faynara Merege, por suposta prática de injúria.

O processo foi protocolado em 18 de setembro e encaminhado ao 2º Juizado Especial Criminal de Ponta Grossa.

Declarações estão relacionadas a áudio divulgado em abril

A queixa-crime está relacionada a declarações atribuídas a Faynara em um áudio que ganhou repercussão em Ponta Grossa após ser divulgado em abril.

Na gravação, Faynara faz comentários sobre Tônia Mansani, incluindo a frase: “A Tônia é burra. Tem que explicar as coisas pra ela assinar”.

A petição também reproduz um trecho mais extenso do áudio, no qual Faynara afirma que Tônia poderia tentar dificultar projetos e menciona a necessidade de explicar as questões para que a então futura secretária assinasse os documentos.

Segundo a ação, as declarações teriam atingido a dignidade e o decoro de Tônia e ocorrido diante de outros servidores.

Caso também envolveu discussão sobre campanha eleitoral

O mesmo áudio também havia gerado repercussão por declarações relacionadas à saída de Faynara da secretaria e à sua intenção de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.

Na gravação, a então secretária afirmou aos comissionados que eles seriam sua equipe de campanha.

O Ministério Público do Paraná instaurou uma apuração sobre possível improbidade administrativa e eventual ilícito penal relacionado às declarações. Em junho, o procedimento foi arquivado. Segundo informações divulgadas na época, o MP considerou as falas reprováveis, mas não identificou elementos de atos concretos que permitissem avançar naquela investigação.

A Prefeitura de Ponta Grossa havia oficializado a saída de Faynara da Secretaria de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional em abril de 2026, com Tônia Mansani assumindo a função.

Pedido de indenização

Além da responsabilização criminal, Tônia pede que, em caso de eventual condenação, seja estabelecido um valor mínimo de R$ 20 mil por danos morais.

A defesa sustenta que as declarações provocaram repercussão negativa sobre a imagem pessoal e profissional da secretária, considerando também o ambiente de trabalho, a presença de servidores e a divulgação pública do áudio.

Processo ainda está em fase inicial

A apresentação da queixa-crime não significa que Faynara Merege tenha sido condenada ou que a Justiça já tenha reconhecido a prática do crime.

Conforme o andamento informado, após a distribuição do processo, o Ministério Público foi acionado para se manifestar, com prazo de dez dias. Na sequência, o Judiciário deverá analisar os próximos passos do caso.