Processo foi protocolado em setembro e está em tramitação no 2º Juizado Especial Criminal de Ponta Grossa
A secretária de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional de Ponta Grossa, Tônia Mansani, apresentou uma queixa-crime contra a ex-secretária da pasta, Faynara Merege, por suposta prática de injúria.
O processo foi protocolado em 18 de setembro e encaminhado ao 2º Juizado Especial Criminal de Ponta Grossa.
Declarações estão relacionadas a áudio divulgado em abril
A queixa-crime está relacionada a declarações atribuídas a Faynara em um áudio que ganhou repercussão em Ponta Grossa após ser divulgado em abril.
Na gravação, Faynara faz comentários sobre Tônia Mansani, incluindo a frase: “A Tônia é burra. Tem que explicar as coisas pra ela assinar”.
A petição também reproduz um trecho mais extenso do áudio, no qual Faynara afirma que Tônia poderia tentar dificultar projetos e menciona a necessidade de explicar as questões para que a então futura secretária assinasse os documentos.
Segundo a ação, as declarações teriam atingido a dignidade e o decoro de Tônia e ocorrido diante de outros servidores.
Caso também envolveu discussão sobre campanha eleitoral
O mesmo áudio também havia gerado repercussão por declarações relacionadas à saída de Faynara da secretaria e à sua intenção de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.
Na gravação, a então secretária afirmou aos comissionados que eles seriam sua equipe de campanha.
O Ministério Público do Paraná instaurou uma apuração sobre possível improbidade administrativa e eventual ilícito penal relacionado às declarações. Em junho, o procedimento foi arquivado. Segundo informações divulgadas na época, o MP considerou as falas reprováveis, mas não identificou elementos de atos concretos que permitissem avançar naquela investigação.
A Prefeitura de Ponta Grossa havia oficializado a saída de Faynara da Secretaria de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional em abril de 2026, com Tônia Mansani assumindo a função.
Pedido de indenização
Além da responsabilização criminal, Tônia pede que, em caso de eventual condenação, seja estabelecido um valor mínimo de R$ 20 mil por danos morais.
A defesa sustenta que as declarações provocaram repercussão negativa sobre a imagem pessoal e profissional da secretária, considerando também o ambiente de trabalho, a presença de servidores e a divulgação pública do áudio.
Processo ainda está em fase inicial
A apresentação da queixa-crime não significa que Faynara Merege tenha sido condenada ou que a Justiça já tenha reconhecido a prática do crime.
Conforme o andamento informado, após a distribuição do processo, o Ministério Público foi acionado para se manifestar, com prazo de dez dias. Na sequência, o Judiciário deverá analisar os próximos passos do caso.





