Destruição em Toledo é analisada pelo Simepar; Estado tem novos alertas para temporais nesta quarta-feira (30)
Um tornado pode ter sido a causa da destruição registrada em Toledo, no Oeste do Paraná, na noite desta terça-feira (29). A possibilidade está sendo analisada pela equipe do Simepar e, se confirmada, será o 13º tornado registrado no Paraná neste ano.
A situação ocorre em meio a novos alertas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para temporais nesta quarta-feira (30).
Além dos estragos em Toledo, que teve o aeroporto da cidade destruído pelo vento, uma morte foi registrada em Umuarama, no Noroeste do Paraná. Com essa vítima, o número de mortes no Estado causadas por eventos climáticos extremos chega a 11.
Setembro já soma 173 ocorrências
Segundo o coordenador-executivo da Defesa Civil do Paraná, coronel Ivan Ricardo Fernandes, o Estado já contabiliza 173 ocorrências em setembro, com 11 mortes.
O número supera agosto, que registrou 138 ocorrências e era, até então, o pior mês da história do Paraná em impactos provocados por eventos climáticos extremos.
Entre os dias 27 e 29 de setembro, estragos causados pelas chuvas intensas foram registrados em 10 municípios do Estado, afetando 7.918 pessoas. Os temporais danificaram 1.917 casas, conforme o último boletim divulgado.
Os municípios que registraram ocorrências foram Bom Jesus do Sul, Clevelândia, Coronel Domingos Soares, Cruz Machado, General Carneiro, Guarapuava, Mangueirinha, Maringá, Pinhão e Vitorino.
Durante a madrugada desta quarta-feira (30), também foram registradas ocorrências em Umuarama, Piraí do Sul, Toledo e Palotina.
Além desses municípios, Nova Prata do Iguaçu, Mauá da Serra, Maripá, Vera Cruz do Oeste, Floraí, Paranavaí, Santa Cruz do Monte Castelo, Assis Chateaubriand, Reserva, Imbaú, Rio Branco do Ivaí, São José das Palmeiras, Guarapuava e Vitorino registraram ocorrências de granizo.
Mais de 106 mil unidades consumidoras estão sem energia
Os temporais registrados entre terça e quarta-feira (29 e 30) provocaram interrupções no fornecimento de energia elétrica.
Até as 7h30 desta quarta-feira, 106 mil unidades consumidoras estavam sem luz em todo o Paraná, conforme boletim da Copel.
A região mais afetada é o Oeste, onde havia trabalho em andamento para religar 50,1 mil clientes.
No restante do Estado, as equipes trabalhavam para restabelecer o fornecimento nas regiões Noroeste, com 30,6 mil clientes; Campos Gerais e Centro-Sul, com 14,6 mil atendimentos em andamento; Norte, com 7 mil; Sudoeste, com 2,9 mil; Região Metropolitana de Curitiba, com 586; e Litoral, com 382.
As cidades com maior número de ocorrências eram Nova Aurora, com 5,9 mil unidades consumidoras desligadas; Medianeira, com 5,6 mil; Ortigueira, com 4,7 mil; Toledo, com 4,2 mil; e Formosa do Oeste, com 4 mil.
Paraná tem alerta laranja para temporais
De acordo com a previsão do Inmet, ao longo desta quarta-feira (30) e da quinta-feira (1º), o ciclone extratropical responsável pelos temporais no Paraná se intensifica e, ao mesmo tempo, se afasta progressivamente do Brasil.
A intensificação do ciclone contribui para o avanço de uma frente fria, que influencia as condições do tempo em parte das regiões Centro-Oeste e Sudeste, além do Paraná.
Com isso, há previsão de chuva, trovoadas, rajadas de vento e possibilidade de granizo.
Todo o Paraná está sob alerta laranja para temporais, válido até as 23h59 desta quarta-feira (30). O aviso prevê chuva intensa, granizo e ventos de até 100 km/h.
Além do alerta laranja, também há um alerta amarelo válido para o Estado.
Instabilidades devem perder força ao longo do dia
Segundo o Simepar, as instabilidades devem perder força ao longo desta quarta-feira. Chuvas fracas a moderadas devem persistir durante o dia, enquanto algumas trovoadas isoladas não estão descartadas.
O Estado fica dividido entre a metade Sul, onde as temperaturas máximas permanecem abaixo de 25°C, e a metade Norte, com temperaturas superiores a 25°C.
Apesar da permanência do risco de temporais, a situação começa a mudar no Sul do Brasil com a entrada de uma massa de ar frio e de um sistema de alta pressão. A tendência é de maior estabilidade no tempo e queda das temperaturas na região.
Existe ainda a possibilidade de ocorrência de geada em algumas localidades do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina no primeiro dia de outubro.





