Ponta Grossa: Sanepar prepara ampliação de 50% no abastecimento de água com novo Sistema Tibagi
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Ponta Grossa: Sanepar prepara ampliação de 50% no abastecimento de água com novo Sistema Tibagi

01/11/2026 | 08:48 Por Redação MZ

Projeto prevê acrescentar 600 litros de água tratada por segundo à produção atual. Companhia também planeja novos poços, adutoras e investimentos para acompanhar o crescimento da cidade.

A Sanepar planeja ampliar em aproximadamente 50% a capacidade de abastecimento de água em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. O principal projeto é a implantação do Sistema Tibagi, que poderá acrescentar 600 litros por segundo à produção de água tratada no município.

Com a nova estrutura, a capacidade total prevista de produção chegará a 2.075 litros por segundo, fortalecendo o abastecimento para acompanhar a expansão urbana, o crescimento populacional e a instalação de novos empreendimentos.

O planejamento também inclui a implantação de poços, a construção de novas adutoras e a ampliação das estruturas de tratamento e distribuição.

Segundo a superintendente da região Sudeste da Sanepar, Simone Alvarenga de Campos, o Sistema Tibagi está na etapa final de ajustes de engenharia e definição do orçamento geral.

Sistema Tibagi poderá transformar o abastecimento de água em Ponta Grossa

A implantação do Sistema Tibagi é considerada uma das principais medidas para ampliar a segurança hídrica do município.

O projeto contempla diferentes etapas da estrutura de abastecimento, incluindo:

  • Captação de água;
  • Adução e transporte;
  • Tratamento;
  • Reservação;
  • Distribuição à população.

Quando estiver concluído, o novo sistema terá capacidade para produzir 600 litros por segundo de água tratada, que serão incorporados à produção dos sistemas já existentes.

Atualmente, Ponta Grossa utiliza os sistemas Pitangui, Alagados e poço Pitangui.

A previsão é que, com a entrada em operação do Sistema Tibagi, a produção total alcance 2.075 litros por segundo.

A iniciativa também permitirá diversificar as fontes de captação, reduzindo a dependência dos mananciais que abastecem a cidade.

De onde vem a água que abastece Ponta Grossa atualmente?

O abastecimento de água de Ponta Grossa depende principalmente de dois sistemas.

Atualmente, aproximadamente 70% da água consumida no município é proveniente do Rio Pitangui, enquanto os outros 30% vêm do sistema de Alagados.

A implantação do Sistema Tibagi deverá representar uma nova alternativa de produção e distribuição.

A diversificação dos mananciais é apontada como uma medida importante para garantir maior estabilidade no fornecimento de água, especialmente diante do crescimento da demanda.

Sanepar prevê novos poços e módulo de tratamento

Além do Sistema Tibagi, a companhia trabalha em outras iniciativas para reforçar a produção de água.

Uma delas é a operacionalização de poços que poderão acrescentar 80 litros por segundo à capacidade de abastecimento.

Outro investimento previsto é a implantação de um novo módulo de tratamento, com capacidade para 175 litros por segundo.

O processo de licitação dessa estrutura está em andamento.

De acordo com Simone Alvarenga de Campos, os investimentos fazem parte de um planejamento integrado para ampliar a produção e melhorar a distribuição de água em Ponta Grossa.

Colônia Dona Luiza terá nova adutora de água tratada

A região da Colônia Dona Luiza, que apresenta crescimento e demanda por novos serviços, também está incluída nos investimentos previstos pela Sanepar.

Em outubro de 2026, a companhia abriu uma licitação para a instalação de uma nova adutora de água tratada.

A estrutura terá aproximadamente dois quilômetros de extensão e 400 milímetros de diâmetro.

O objetivo é aumentar a capacidade de transporte de água para atender à expansão da região.

Segundo a superintendente, a necessidade da intervenção foi identificada a partir do acompanhamento dos pedidos de viabilidade para novos empreendimentos.

Esse levantamento permite direcionar os investimentos para áreas onde existe previsão de aumento no consumo.

Obra de R$ 22,7 milhões já reforça o sistema do Rio Pitangui

Parte dos investimentos no abastecimento de Ponta Grossa já foi concluída.

Em maio de 2025, entrou em operação a duplicação da adutora de água bruta do Rio Pitangui.

A obra recebeu investimento superior a R$ 22,7 milhões e conta com aproximadamente sete quilômetros de extensão.

A estrutura é responsável pelo transporte da água captada até a Estação de Tratamento de Água (ETA), localizada no Jardim Carvalho.

A duplicação integra o conjunto de melhorias realizadas para fortalecer a infraestrutura de abastecimento do município.

Sanepar monitora gosto e odor da água após problemas em Alagados

A qualidade da água também está entre as prioridades do planejamento da companhia.

No início de 2026, moradores de Ponta Grossa registraram alterações no gosto e no odor da água, associadas à proliferação de algas no reservatório de Alagados.

Diante desse cenário, a Sanepar mantém procedimentos de monitoramento dos mananciais.

Segundo Simone, as análises de gosto e odor são realizadas diariamente, embora a legislação estabeleça frequência trimestral para esse tipo de avaliação.

A companhia também acompanha semanalmente a presença de compostos como 2-MIB e geosmina, substâncias relacionadas à atividade de cianobactérias e que podem provocar alterações sensoriais na água.

De acordo com a Sanepar, esses compostos não representam risco à saúde.

Caso sejam identificadas alterações que ofereçam risco sanitário, a legislação exige comunicação imediata às autoridades de saúde e à população.

Os consumidores também podem consultar os resultados das análises de potabilidade e o Relatório Anual da Qualidade disponibilizados pela companhia.

Tecnologia canadense é testada para controlar algas em Alagados

Desde junho de 2026, a Sanepar mantém em funcionamento equipamentos com tecnologia canadense no reservatório de Alagados.

O sistema utiliza ondas eletromagnéticas e está passando por um período de testes de 12 meses.

Os equipamentos são flutuantes e funcionam continuamente.

A proposta é melhorar os níveis de oxigênio dissolvido na água, criando condições menos favoráveis à proliferação descontrolada de algas.

Uma das características da tecnologia é a possibilidade de atuação sem a aplicação de produtos químicos.

O monitoramento permitirá avaliar os resultados da iniciativa durante o período de testes.

Ponta Grossa recebeu cerca de R$ 340 milhões em investimentos

Nos últimos dez anos, Ponta Grossa recebeu aproximadamente R$ 340 milhões em investimentos da Sanepar, considerando obras e melhorias relacionadas a água, esgoto e infraestrutura administrativa.

Além desse montante, a companhia informou que existem mais de R$ 34 milhões destinados a obras em andamento até 2030, sem contar projetos que ainda estão em etapas de contratação ou elaboração.

Entre as principais intervenções estão:

  • Implantação do Sistema Tibagi;
  • Melhorias nos sistemas de captação de Alagados e Pitangui;
  • Operacionalização de novos poços;
  • Construção e ampliação de adutoras;
  • Reforço na distribuição de água;
  • Ampliação da capacidade de tratamento.

Durante o Fórum Empresarial de Ponta Grossa, realizado em junho de 2026, o diretor comercial da Sanepar, Sérgio Augusto Portela, destacou o volume de investimentos previstos e em execução na cidade.

Segundo ele, proporcionalmente, Ponta Grossa concentra mais ações em andamento da companhia do que outros municípios naquele momento.

O diretor afirmou que as intervenções têm como objetivo melhorar a qualidade dos serviços prestados aos consumidores.

Quando o Sistema Tibagi ficará pronto?

A Sanepar informou que o projeto do Sistema Tibagi está na fase final de ajustes de engenharia e elaboração do orçamento geral.

Ainda não foi divulgada uma data definitiva para a conclusão da obra ou para o início da operação da nova estrutura.

A expectativa é que o conjunto de investimentos contribua para atender à demanda de novos moradores, empresas e empreendimentos, além de melhorar a capacidade de produção e transporte de água.

Com a ampliação planejada, Ponta Grossa poderá contar com uma estrutura mais diversificada de captação e maior capacidade de abastecimento nos próximos anos.