Presidente do Senado colocou a Advocacia-Geral da Casa à disposição do parlamentar após medidas judiciais que atingiram contas e recursos ligados ao mandato.
Alcolumbre anuncia apoio institucional ao senador
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), passou a tratar como prioridade a resposta institucional à operação da Polícia Federal (PF) que teve como alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA). Nesta semana, ele anunciou que a Advocacia-Geral do Senado está à disposição para auxiliar na defesa do parlamentar.
Segundo pessoas próximas ao presidente da Casa, a decisão foi motivada pelas medidas determinadas pela Justiça que atingem a conta-salário de Wagner e recursos destinados ao exercício do mandato parlamentar.
Operação investiga supostas vantagens indevidas
Jaques Wagner, que deixou recentemente a liderança do governo no Senado após desgastes políticos, foi alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal.
A investigação apura suspeitas de que o senador teria recebido supostas vantagens indevidas para favorecer interesses relacionados ao Banco Master.
Bloqueio de contas motivou reação
De acordo com interlocutores de Davi Alcolumbre, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a operação também determinou o bloqueio de contas de Jaques Wagner, medida que impacta tanto sua conta-salário como senador quanto verbas destinadas ao desempenho da atividade parlamentar.
Esse fator, segundo aliados do presidente do Senado, explica a atenção especial dada ao caso.
Diferença em relação ao caso de Ciro Nogueira
Alcolumbre também argumenta que a situação difere da enfrentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), que igualmente foi alvo de uma operação da Polícia Federal relacionada às investigações envolvendo o Banco Master.
Além disso, segundo o presidente do Senado, Ciro Nogueira não solicitou apoio da Advocacia-Geral do Senado para sua defesa, ao contrário do que ocorre no caso envolvendo Jaques Wagner.





