Especialistas apontam que a instabilidade no mercado internacional, estoques reduzidos e mudanças nos subsídios mantêm os preços elevados no Brasil.
Conflito internacional continua influenciando o petróleo
Mesmo com períodos de trégua entre Estados Unidos e Irã, os preços do petróleo continuam sendo impactados pelas incertezas envolvendo o conflito no Oriente Médio.
Nas últimas semanas, uma nova escalada de tensões e a retomada do bloqueio naval dos Estados Unidos ao Irã no Estreito de Ormuz voltaram a pressionar as cotações da commodity. O barril do petróleo Brent, referência internacional, chegou a US$ 84,23, acumulando alta de 15,5% em julho.
Apesar disso, o preço ainda permanece abaixo do pico registrado em abril, quando ultrapassou US$ 118 por barril.
Combustíveis seguem caros no Brasil
Embora o petróleo tenha apresentado períodos de queda no mercado internacional, essa redução ainda não foi percebida pelos consumidores brasileiros.
Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) indicam que, desde o início do conflito, o diesel acumula alta de aproximadamente 10%, enquanto a gasolina registra aumento próximo de 5%.
Especialistas afirmam que essa diferença ocorre devido à combinação de fatores econômicos e geopolíticos.
Estoques baixos e cenário incerto dificultam redução
Entre os principais motivos para a manutenção dos preços estão a instabilidade do conflito entre Estados Unidos e Irã, a redução dos estoques globais de petróleo e a elevada demanda por energia durante o verão no Hemisfério Norte.
Segundo analistas, enquanto não houver uma solução definitiva para o conflito e normalização das operações no Estreito de Ormuz, o mercado continuará reagindo com cautela.
Subsídios também influenciam os preços
Outro fator apontado por especialistas é a política adotada pelo governo federal para reduzir o impacto da alta dos combustíveis sobre a inflação.
Nos últimos meses, foram destinados recursos para conter os reajustes e a Petrobras também evitou repassar imediatamente toda a alta do petróleo ao consumidor.
Com isso, como os aumentos foram parcialmente absorvidos, a margem para uma redução significativa dos preços nos postos também ficou mais limitada.
Mistura maior de etanol não deve gerar grande impacto
Especialistas avaliam que o aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina, de 30% para 32%, não deverá provocar uma redução expressiva no preço pago pelos motoristas.
Segundo a avaliação, a principal influência continuará sendo o comportamento do mercado internacional do petróleo e dos combustíveis importados que chegam ao Brasil.





