O deputado Kiko Celeguim (PT-SP), presidente do diretório estadual, foi à tribuna discursar contra a “carga exaustiva” de trabalho.
Processo revela que motorista cumpria expediente das 6h às 22h, de segunda a segunda, sem registro em carteira por mais de 2 anos.
Além de agendas, trabalhador relata que era obrigado a fazer serviços particulares para a família e levar até o cachorro no petshop.
A farsa do discurso de proteção aos trabalhadores da esquerda brasileira acaba de desmoronar com um caso escandaloso nos tribunais. O deputado federal Kiko Celeguim, presidente do Diretório Estadual do PT em São Paulo e um dos defensores mais entusiasmados do fim da escala 6×1, está sendo processado na Justiça do Trabalho. Enquanto o parlamentar usava a tribuna da Câmara para afirmar que as altas cargas horárias adoecem os brasileiros, a realidade nos bastidores de seu próprio gabinete era de pura exploração.
Em uma ação que tramita na 2ª Vara do Trabalho de Franco da Rocha, o motorista Cristiano Teles de Oliveira cobra R$ 395,1 mil em verbas e indenizações. O trabalhador relata que cumpria uma jornada massacrante de até 16 horas por dia (das 6h às 22h), de segunda a segunda, sem folga semanal e sem intervalo sequer para o almoço. Para piorar, ele recebia R$ 3,8 mil em dinheiro vivo e passou mais de dois anos sem ter a carteira assinada. Segundo a petição inicial, o funcionário era feito de motorista particular da família do deputado, transportando a esposa, os filhos e até os cachorros do petista ao petshop. A prática escancara que o discursinho do PT sobre direitos trabalhistas só serve para os outros.





