O PT (Partido dos Trabalhadores) prevê que terá um forte desgaste político nas eleições em São Paulo e a nível nacional com a prisão do vereador Senival Moura (PT) na manhã desta quinta-feira (25) por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital).
Procurado pela CNN, o presidente da legenda na capital paulista, Hélio Rodrigues, afirmou que o caso do parlamentar será encaminhado para a comissão de ética do diretório municipal.
“Fomos surpreendidos hoje com a prisão do Senival, mas não podemos aplicar uma expulsão sumária. Mas isso é um prato cheio para a direita”, admitiu Rodrigues, que também é vereador na capital.
O caso dominou as rodas de conversas do partido nesta quinta-feira durante o anúncio de Márcio França (PSB) como candidato a vice na chapa de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo.
“Eu já disse reiteradamente o que eu penso de qualquer investigação. Para mim, a questão ética não é uma questão partidária. As pessoas são responsáveis pelos seus atos, têm que ser investigadas na forma da lei, com todas as salvaguardas legais de direito de defesa, tudo que se conhece do direito penal”, disse Haddad em entrevista coletiva.
Além do vereador petista, outras duas pessoas foram presas na operação de quinta-feira. Entre os alvos dos cinco mandados de prisão, além do vereador, estão integrantes da facção e o presidente da empresa de transporte coletivo Transunião. A ação faz parte da “Operação Última Parada”.





